slide outubro rosaSão Paulo - Nessa segunda-feira, 20, foi realizado o Ciclo de Debate sobre Câncer de Mama para Parlamentares em São Paulo, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). O evento, organizado pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), contou com a presença de representantes do poder público e de médicos especialistas para debater a extensão de tratamentos contra o câncer de mama no sistema público de saúde.

Com o tema Câncer de Mama no Brasil: Necessidade de Tratamento Igualitário, o debate procurou discutir a necessidade de ampliação do acesso a tratamentos modernos para o câncer de mama por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). O debate contou com relatos de pacientes que sofrem com o câncer de mama, que falaram sobre a realidade de quem enfrenta a doença e precisa de atendimento público.

A Defensora Pública Federal Fabiana Galera Severo, que atua na área de Direitos Humanos, Tutela Coletiva e Migrações da Defensoria Pública da União (DPU) em São Paulo, ministrou a palestra A Realidade do Paciente Usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). A defensora falou sobre a demora que enfrentam os pacientes para agendamentos de consultas, exames e acesso aos tratamentos necessários. Em sua fala, frisou que a lentidão do atendimento na rede pública de saúde não deve prejudicar o direito à vida, já que o tempo é fator determinante e essencial para o êxito no tratamento do câncer.

A defensora ainda falou sobre as demandas de saúde que são judicializadas na DPU, em decorrência das falhas do serviço público e de políticas públicas de saúde que viabilizem maior inclusão das camadas mais pobres da população, como filas, falta de leitos e falta de medicamentos já fornecidos pelo SUS. "Diante da omissão legislativa e executiva do Estado, nós envidaremos esforços para judicializar demandas individuais e coletivas de saúde, mas o caminho da judicialização não é o ideal para solucionar o problema da falta de tratamento igualitário na prestação do serviço de saúde, seja em razão do casuísmo das decisões judiciais, pela falta do necessário componente democrático na definição de políticas públicas e, principalmente, para que a solução seja dada coletivamente e tecnicamente - e nada disso se alcança com a judicialização em massa de demandas de saúde", ressaltou Fabiana Galera Severo.

A deputada estadual Leci Brandão realizou a abertura do ciclo de debates. Além da DPU, estavam representados no evento as instituições: Assessoria Especializada em Oncologia (Aeon), Faculdade de Medicina da Universidadede São Paulo (USP), Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Instituto do Câncer de São Paulo e União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama (Unaccam).

DCC/MRA
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União