slide outubro rosaJoão Pessoa - A Defensoria Pública da União na Paraíba participou, nessa segunda-feira (25), do lançamento da campanha Outubro Rosa 2017, realizada pela organização não governamental Amigos do Peito da Paraíba, em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia-Regional Paraíba (SBM-PB) e o Ministério Público Federal (MPF), em João Pessoa.

Nesta edição, a mobilização tem como tema Não inventa, meu direito é aos 40. Quem procura, cura, como garante a Lei 11.664/2008. Entretanto, o Ministério da Saúde recomenda a realização de exames de mamografia para mulheres a partir dos 50 até os 69 anos de idade. Em João Pessoa, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) anunciou para este ano a ampliação da faixa etária de atendimento do serviço, dos 40 até os 74 anos.

Além de reivindicar o direito à mamografia a partir dos 40 anos, a campanha busca conscientizar a sociedade da importância do diagnóstico precoce para a redução da taxa de morbiletalidade (incidência de doenças e/ou óbitos numa população) das mulheres por câncer de mama.

Na cerimônia de lançamento, a defensora pública federal e defensora regional de direitos humanos, Diana Freitas de Andrade relembrou as ações já realizadas pela DPU no Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento de câncer no estado. Por meio de visitas técnicas, atendimentos externos e reuniões com a Secretaria de Saúde de João Pessoa, o órgão constatou que o município não chegava a atender 60% da sua capacidade, estimada em cinco mil mamografias por mês.

Segundo a defensora, essa situação já havia sido encontrada por outros órgãos. “Se, por um lado, o índice de mortalidade das mulheres aumenta e, por outro, sobram mamografias, que é o exame principal para a identificação precoce do câncer de mama, isso significa que as mulheres não estão tendo informações adequadas para que possam se submeter ao exame na época certa. Ou seja, falta acesso à informação no momento em que a doença pode ser detectada precocemente e, assim, ter início um tratamento de saúde eficaz”, afirmou Diana Freitas de Andrade.

MM/MGM
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União