slide outubro rosaRio Branco – Em visita ao Hospital do Câncer da Fundação Hospitalar Estadual do Acre, na segunda-feira (25), a defensora regional de direitos humanos nos estados do Acre e Rondônia, Alana Rúbia Matias D’Angioli Costa, constatou que o hospital necessita de mamógrafos para realização do exame preventivo contra o câncer de mama. A iniciativa integra as ações do Outubro Rosa, promovidas em 19 cidades de 17 estados e do Distrito Federal, resultantes de parceria entre a Defensoria Pública da União (DPU), a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Sindicato dos Médicos.

De acordo com o gerente administrativo do Hospital do Câncer, Fernando Sampaio, as pacientes têm sido encaminhadas ao Centro de Controle Oncológico (Cecon) para realizar a mamografia, com apenas dois mamógrafos à disposição, pois não há mais desse equipamento na rede pública de saúde do Acre. Sem a possibilidade de atuar na prevenção à doença, o Hospital do Câncer da Fundação Hospitalar Estadual do Acre realiza somente o tratamento de quimioterapia, radioterapia, cuidados paliativos, ambulatoriais e emergências oncológicas.

Ainda segundo o gerente administrativo da unidade, o prazo médio entre o diagnóstico do câncer e o início do tratamento é de 27,3 dias. O hospital já conta com integração ao Sistema de Informação de Câncer (Siscan), mas aguarda a realização de curso de capacitação para a devida operacionalização do sistema.

Como não estão sendo realizadas as cirurgias de mastectomia, que necessitam do exame de linfocintilografia – exigido em cirurgias para esses casos, para detectar a dimensão da doença – as pacientes que podem ser atendidas em casos menos severos de câncer de mama também enfrentam dificuldades no tratamento e correm risco de agravamento da doença. O exame vinha sendo fornecido pela rede pública por meio de convênio. No entanto, o alto custo do procedimento acarretou a suspensão da parceria.

Nos casos em que as pacientes não encontram tratamento adequado por parte do Sistema Único de Saúde (SUS), a DPU pode ser procurada para auxiliar as cidadãs a garantir o direito à saúde. “Enquanto persistir essa situação, as pacientes poderão buscar a Defensoria Pública da União para obter, por meio da via judicial, a realização do exame de linfocintilografia, viabilizando a continuidade do tratamento”, afirmou a defensora pública federal Alana Rúbia Matias D’Angioli Costa.

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MRA/MGM
Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União