A Defensoria Pública-Geral da União

 

A Defensoria Pública da União tem por chefe o Defensor Público-Geral Federal, nomeado pelo Presidente da República, dentre membros estáveis de qualquer das categorias da carreira, desde que maiores de 35 (trinta e cinco) anos, escolhidos em lista tríplice formada pelo voto direto, secreto, plurinominal e obrigatório de seus membros, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de 2 (dois) anos, permitida uma recondução, precedida de nova aprovação do Senado Federal. Dentre as atribuições legais que lhe competem estão:

  • Dirigir a Defensoria Pública da União, superintender e coordenar suas atividades e orientar-lhe a atuação;
  • Representar a Defensoria Pública da União judicial e extrajudicialmente;
  • Velar pelo cumprimento das finalidades da Instituição;
  • Integrar, como membro nato, e presidir o Conselho Superior da Defensoria Pública da União;
  • Submeter ao Conselho Superior proposta de criação ou de alteração do Regimento Interno da Defensoria Pública-Geral da União;
  • Autorizar os afastamentos dos membros da Defensoria Pública da União;
  • Estabelecer a lotação e a distribuição dos membros e dos servidores da Defensoria Pública da União;
  • Dirimir conflitos de atribuições entre membros da Defensoria Pública da União, com recurso para seu Conselho Superior;
  • Proferir decisões nas sindicâncias e processos administrativos disciplinares promovidos pela Corregedoria-Geral da Defensoria Pública da União;
  • Instaurar processo disciplinar contra membros e servidores da Defensoria Pública da União, por recomendação de seu Conselho Superior;
  • Abrir concursos públicos para ingresso na carreira da Defensoria Pública da União;
  • Determinar correições extraordinárias;
  • Praticar atos de gestão administrativa, financeira e de pessoal;
  • Convocar o Conselho Superior da Defensoria Pública da União;
  • Designar membro da Defensoria Pública da União para exercício de suas atribuições em órgão de atuação diverso do de sua lotação ou, em caráter excepcional, perante Juízos, Tribunais ou Ofícios diferentes dos estabelecidos para cada categoria;
  • Requisitar de qualquer autoridade pública e de seus agentes, certidões, exames, perícias, vistorias, diligências, processos, documentos, informações, esclarecimentos e demais providências necessárias à atuação da Defensoria Pública;
  • Aplicar a pena da remoção compulsória, aprovada pelo voto de dois terços do Conselho Superior da Defensoria Pública da União, assegurada ampla defesa;
  • Delegar atribuições a autoridade que lhe seja subordinada, na forma da lei.
  • Requisitar força policial para assegurar a incolumidade física dos membros da Defensoria Pública da União, quando estes se encontrarem ameaçados em razão do desempenho de suas atribuições institucionais;
  • Apresentar plano de atuação da Defensoria Pública da União ao Conselho Superior.